Terça, 21 de Novembro, 2017
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Acessibilidade à Gestão de SST Destaque

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Aplicação do Sistema para motivação da Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho em pequenas e médias empresas 

 

 As empresas, como produtoras de bens e serviços, são compostas de um conjunto de sistemas de produção que, independentemente do nível de complexidade ou da diversidade das operações que realizam, incluem 3 elementos essenciais: um subsistema mecânico, uma fonte de energia e um elemento de controle. Dentro dessa divisão, os seres humanos atuam no nível de controle. Dessa forma, homens e máquinas se entrelaçam intimamente no processo.

O artigo analisa o envolvimento com a segurança e saúde do trabalho por parte de pequenos e médios empresários brasileiros, bem como o nível de conhecimento desses empresários sobre o assunto, sua importância, ações necessárias e resultados que podem ser auferidos com a adoção de um sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho, mesmo que rudimentar. Pela aplicação de uma ferramenta de rápida utilização, objetiva motivar a prática dos conceitos inerentes sobre segurança e saúde do trabalho.

A cultura para o desenvolvimento de segurança e saúde do trabalho das pequenas e médias empresas, no Brasil, ainda precisa de maior atenção, pois as pequenas empresas necessitam de maior atenção e planos específicos para seu desenvolvimento. Esse fato pode ser comprovado pelas seguintes afirmações: “De maneira geral as pequenas empresas se veem obrigadas a responder demandas na área de saúde, segurança e meio ambiente do trabalho sem, contudo, na maioria dos casos, estarem preparadas e tampouco contarem com o apoio necessário para tal”, segundo Luís Renato Balbão Andrade. Já Paulo Lustosa destaca“...os pequenos não dispõem de uma política governamental de consistência e jamais são objetos das preocupações dos pacotes econômicos que nos brindam os sucessivos ministros da Fazenda”.

De onde se observa que não são estabelecidos ou divulgados meios que motivem esses empresários a atuarem proativamente em segurança e saúde do trabalho. Eles não têm o conhecimento necessário para essa atuação. Baseado em contatos realizados, no decorrer das atividades profissionais atuando diretamente com pequenas e médias empresas, foi possível constatar que o conhecimento dos pequenos e médios empresários é, basicamente, o apresentado por seus contadores, que possuem pouco ou até nenhum conhecimento, e, mesmo assim, quando têm “situações” envolvendo a fiscalização, denúncias, multas ou reclamações.

Portanto, não existe motivação, e sim obrigação para minimizar o efeito “financeiro”. Esses empresários encaram ações de SST como despesas ou ameaças ao seu negócio. O que leva a um ponto de decisão: o que é mais barato, gastar com a multa ou com a correção?

Ainda, são poucas as possibilidades desses profissionais acessarem as informações de maneira fácil, rápida e, principalmente, com custo baixo. Pode-se observar na seguinte afirmação: “... três grandes dificuldades que os pequenos empresários enfrentam nessa área. O primeiro é a falta de informação” (Alvim, 2007). Outra afirmação importante: “... ainda há muito a ser feito no sentido de instrumentalizar as PE no que tange as questões de SST.” (Fundacentro/Sebrae, 2005). Dessa forma se faz necessário o desenvolvimento de uma ferramenta que permita o acesso fácil e eficaz.

Há necessidade de motivar os empresários a “fazer” segurança, lembrando que motivação, conforme destacou Christy, “não é uma ciência exata, não existe uma fórmula que possa ser passada e que se seguida à risca garantirá o sucesso.”

Mas, um ponto é certo, para motivar é necessário dar o conhecimento para que se possa entender que segurança não é despesa, e sim investimento, ou seja, há retorno com segurança e saúde do trabalho.

 

“A melhoria de segurança, saúde e meio ambiente do trabalho além de aumentar a produtividade, diminui o custo do produto final, pois diminui as interrupções no processo, absenteísmo e acidentes e/ou doenças ocupacionais.”Bergamini

 

A partir da conscientização que a empresa terá retorno financeiro além de solução para problemas relativos à mão de obra, a experiência tem mostrado que o empresário irá tomar a decisão correta: a prevenção.

Este artigo visa analisar a ferramenta plataforma e-learning, ou seja, uma plataforma de educação continuada a distância, modelo de ensino que oferece alternativas econômicas e efetivas para habilitar ou atualizar profissionais por meio de cursos rápidos que permitem ampliar conhecimentos específicos para a realização um determinado projeto, complementar competências e estruturar a formação profissional do candidato com habilidades que estão sendo exigidas pelo seu mercado de atuação. Essa ferramenta possibilitará aos empresários conhecerem os pontos mais importantes de um sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho.

 

 

Definição de micro, pequena e média empresa

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDS) adota classificação do porte das empresas aplicável à indústria, comércio e serviços, conforme Carta Circular n° 64/02, a saber:

- Microempresas: receita operacional bruta anual ou anualizada inferior ou igual a R$ 1.200 mil (um milhão e duzentos mil reais);

- Pequenas Empresas: receita operacional bruta anual ou anualizada superior a R$ 1.200 mil (um milhão e duzentos mil reais) e inferior ou igual a R$ 10.500 mil (dez milhões e quinhentos mil reais);

- Médias Empresas: receita operacional bruta anual ou anualizada superior a R$ 10.500 mil (dez milhões e quinhentos mil reais) e inferior ou igual a R$ 60 milhões (sessenta milhões de reais).

O SEBRAE utiliza o critério por número de empregados do IBGE. A saber:

Porte/Setor

Indústria

Comércio e Serviços

Microempresas

Até 19

Até 9

Pequenas

de 20 a 99

de 10 a 49

Médias

de 100 a 499

de 50 a 99

Obs.: O presente critério não possui fundamentação legal

 

“Nenhuma das definições quantitativas de pequena empresa pode ser considerada universalmente satisfatória. Todavia, podem se úteis para se fazer uma medição aproximada da posição da pequena empresa na economia americana.” Solomon

 

Perfil do Empresário

Para se compreender o problema em toda sua extensão é necessário analisar o perfil das pequenas e médias empresas, assim como dos empresários.

Referindo-se às pequenas empresas:

Segundo Steven Solomon, “Além da inexistência de economias de escala, os pequenos empresários apresentam três pontos fracos principais:

1) análise inadequada ou superficial para a escolha inicial do ramo de negócio;

2) capitalização insuficiente; e

3) capacidade gerencial medíocre.”

O que se percebe é que, normalmenteesses empresários abrem as empresas dentro do ramo de sua experiência prática, onde desenvolveu sua vida operacional.

Assim como que a escassez de capital cria obstáculos para o pequeno empresário, impedindo que ele faça investimentos de capital. E quando faz investimentos, é necessário que o retorno ocorra rapidamente para o empreendimento sobreviver.

E esses problemas são acirrados pela falta de sofisticação e habilidade gerencial. Em muitas empresas recursos da empresa e pessoais são misturados. O que impede o pequeno empresário de obter um quadro claro dos problemas de seu negócio, o que impossibilita a formulação de soluções para os mesmos.

Para agravar, além desses pontos fracos, existem as empresas maiores que são as clientes, em sua grande maioria, dessas pequenas e médias empresas, devido à terceirização e até quarteirização. Essas empresas que atuam no mercado globalizado têm exigências internacionais que estabelecem padrões de segurança, qualidade e meio ambiente. E para, por sua vez, atender seus clientes, elas têm necessidade de repassar essas diretrizes para os seus fornecedores, o que aumenta o grau de problemas da capitalização inadequada.

Segundo esse aspecto, José Marcos Fernandes afirma: “Devido a exigências provenientes da Comunidade Econômica Europeia e de Multinacionais instaladas no Brasil, as pequenas empresas têm se defrontado com a necessidade de implantação de Sistemas de Gestão. Mais recentemente o Sistema de Gestão de SST tem sido colocado como objetivo de muitas empresas pequenas...”

 

Propostas

A proposta do Sistema “Acessibilidade à Gestão de SST” está na aplicação de uma ferramenta que tenha um desenvolvimento de cunho educativo. Em suas considerações, Oliveira comenta: “Por que educativa? Porque a educação diz respeito a todos os processos pelos quais um indivíduo, ou um grupo de indivíduos, adquire compreensão do mundo, do ambiente onde vive e atua, bem como aptidões para lidar com os problemas e definir linhas de conduta para enfrentar as situações do dia a dia.”

Ainda sobre o assunto, segundo Jurandir Santos, “E, não querendo simplificar o debate, a qualidade na educação somente poderá ser efetiva quando nossos alunos conseguirem aprender o que ensinamos e quando aplicarem os conteúdos desenvolvidos na escola na vida pessoal, prática e profissional.”

E mais, de acordo com Ricardo Pereira de Mattos “O ideal seria uma reflexão coletiva que viesse a contaminar as consciências com a cultura da segurança. Mas isso é utopia; consciências não se contaminam; consciências são formadas por meio de um lento processo: educação. A cultura da segurança compreende comportamento, capacitação, investimentos, manutenção, fiscalização, participação, tecnologia, enfim, uma série de fatores que dependem de ações contínuas e do acúmulo de experiência. Educação para a prevenção: é isso que precisamos.”

É possível perceber pelos textos acima que a abordagem educativa está diretamente relacionada com a cultura. Com a análise desse material, conclui-se pelo desenvolvimento de treinamento na plataforma e-learning, que é uma forma de ensino a distância que usa a vantagem do poder da internet. “O e-learning é uma nova ferramenta potencializada pela Internet e perfeitamente ajustada às características de nosso tempo...” (FELIPINI).

Tecnicamente, e-learning é o ensino realizado através de meios eletrônicos, o que nos leva a um desafio interessante: agregar conhecimento aos empresários de forma rápida, eficiente e de baixo custo.

Dessa forma, foi desenvolvido o programa de treinamento em sistemas de gestão de SST com base nas normas utilizadas nas empresas, tal como a OHSAS 18001:2007“Esta especificação da Série de Avaliação da Segurança e Saúde Ocupacional (OHSAS) fornece os requisitos para um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional (SSO), permitindo a uma organização controlar seus riscos de acidentes e doenças ocupacionais e melhorar seu desempenho.”

Esse programa foi dividido em quatro módulos para possibilitar o estudo rápido e adaptado à plataforma e-learning. A partir do programa foi definido um diagnóstico para avaliar a situação das diversas empresas no que diz respeito à SST.

As características mais importantes identificadas para o programa de treinamento foram:

- Aplataforma deve propiciar a interatividade entre um especialista em Sistemas de Gestão em SST e os empresários através de seções monitoradas remotamente pelo especialista, por meio da Internet.

- O empresário usuário realiza as atividades em horário de livre escolha e com flexibilidade de local. O treinamento é realizado em módulos com aplicação reduzida de horas. Cada módulo com avaliação de captação de conhecimento como condição para avançar ao próximo módulo.

A plataforma foi desenvolvida em três etapas, a saber:

Etapa 1 - Transmissão do conhecimento. Ao final possibilita acessar o autodiagnóstico do sistema de gestão.

Etapa 2 - Autodiagnóstico. Avaliação da situação da empresa em termos de SST. Permite identificar os pontos que devem ser melhorados ou adequados.

Etapa 3 - Implantação, adequação e/ou correção da gestão na área de segurança e saúde do trabalho.

Para a execução dessa atividade foi utilizada a plataforma web Educonline.

O Portal Educonline é uma plataforma web já existente no segmento de Educação Continuada, utilizada para desenvolver e aplicar treinamentos nas mais diversas áreas. O seu acesso é permitido pelo endereço: www.portal.educonline.com.br.

No desenvolvimento e execução do projeto foi considerada a contribuição com a forma de enxergar segurança pelos empresários brasileiros, principalmente, àqueles que não têm acesso à tecnologia e conhecimento sobre a área de segurança e saúde do trabalho. Como, também, a visão mais atualizada que “fazer” segurança não se trata de despesa, mas sim investimento. E um investimento que traz retorno a muito curto prazo.

Esse conhecimento pode, facilmente, estar ao alcance de todos e esta ferramenta demonstrará que não é complexo, mas até muito simples desde que se faça um planejamento adequado e realista.

Quanto a planejamento, segundo Mauro Calixta Tavares, “O planejamento é indispensável num quadro econômico, político e social marcado por turbulências, uma vez que em ambiente de mudanças previsíveis e de constante estabilidade sua necessidade não é tão vital. Os requisitos ambientais de desempenho se afiguram à sua maneira, demandando respostas da organização, independentemente do seu porte ou natureza. E, em termos gerais, a pequena empresa, bem como a organização pública, estão inseridas no mesmo ambiente que a organização privada de grande porte.”

 

Estudo de caso

Para o estudo de caso foi adotada a utilização prática do sistema “Acessibilidade à Gestão de SST” em algumas situações controladas, com populações predefinidas e com tarefas acompanhadas, a saber:

População I.Pequenas empresas passando pelo processo completo: treinamento, autodiagnóstico e relatório de resultados.

População II.Pequenas empresas respondendo o autodiagnóstico sem o treinamento.

População III.Treinamento do sistema de gestão para empresas de pequeno porte fornecedoras de um mesmo cliente.

População IV.Treinamento do sistema de gestão para empresa de informática.

As populações I e II foram estabelecidas com a finalidade de comparar a importância do treinamento inicial sobre os elementos de um sistema de gestão. Para a população I foi entregue o questionário de autodiagnóstico para que respondessem. Já para a população II foi passado o treinamento e-learning e, posteriormente, solicitado o preenchimento do autodiagnóstico.

A população III foi uma experiência com os prestadores de serviço de uma grande empresa do ramo de energia que solicitou o desenvolvimento de um sistema de gestão para seus fornecedores, mesmo que embrionário.

E a população IV foi levada a termo pela solicitação de repasse do conhecimento de sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho.

 

 

Análise dos problemas encontrados na aplicação

O primeiro problema encontrado foi convencer os empresários, que não passaram pelo treinamento inicial, população I, a responder o questionário de autodiagnóstico, pois, apesar dos graus de conhecimento variáveis sobre o assunto, todos acreditavam (tinham uma opinião formada) que não tinham conhecimento necessário para responder.

Já, entre os empresários que passaram pelo treinamento, população II, houve um que achou que o material era para empresas de grande porte.

Já, na população III, no primeiro contato com as exigências de clientes em desenvolver atividades de segurança e saúde do trabalho, praticamente todos os empresários tiveram a reação de reclamar dos custos envolvidos, do aumento que teriam nos seus gastos e no impacto que isso teria em sua lucratividade.

Outra situação encontrada, em todas as populações analisadas, em grande parte dos profissionais que passaram pelo treinamento é a falta de compreensão total sobre o que é um “sistema de gestão de SST”, achando que sistema de gestão se restringe a PCMSO e PPRA.

Na comparação entre as populações I e II, foi verificado que aqueles que não passaram pelo treinamento tiveram um desempenho pouco pior que aqueles que receberam o treinamento. A razão para isso é devido ao fato que há grande diferença entre os empresários, em termos de conhecimento de sistema de gestão, alguns conhecem um pouco,outros mais, ou seja, existe um “pré conceito” sobre o assunto e esse conceito formado é diferente de empresário para empresário. Foi constatado que é possível, a alguns empresários, responder o autodiagnóstico sem participar do curso e-learning.

 

DIscussão dos resultados

Um dos resultados interessantes obtido, foi uma empresa de médio porte que possuía dois profissionais em seu SESMT, essa empresa, a princípio reagiu muito a cumprir com o exigido pela empresa contratante, mas acabou assumindo seu papel junto à SST. Montou um SESMT com 18 profissionais. Surpreendentemente, após algum tempo, o empresário voltou e afirmou ao cliente que estava imensamente satisfeito, pois esse aumento de profissionais em seu SESMT trouxe um retorno muito maior do que a despesa gerada e no final a empresa reduziu seus custos operacionais de forma a aumentar o lucro final. Isso sem contar com a redução do FAP previsto para os próximos anos.

Outro resultado importante foi a constatação de que o treinamento e-learning, apesar de não ser total novidade, leva os empresários a formar uma ideia mais ampla sobre sistema de gestão para SST, como pode ser observado nos relatos apresentados por alguns empresários.

  • “O treinamento e-learning complementou o meu conhecimento de maneira global, pois, une todos os conhecimentos de SST com a proposta de melhor gestão.”
  • “Provavelmente não conseguiria responder o questionário se não tivesse feito o treinamento e-learning, pois, as respostas seriam sem total entendimento e objetividade.”

Todos os empresários afirmaram que pretendem dar continuidade na implantação de ações direcionadas ao sistema de gestão. Conforme os relatos abaixo.

  • “Com certeza, após participar da atividade, pretendo implantar um sistema simples de gestão, como o PPRA, quadro de avisos, treinamento etc.”
  • “Percebi que alguns procedimentos de segurança, sistema de gestão, podem ser aplicados a qualquer empresa independente de tamanho e quantidade de funcionários.”

Mencionaram, também, como motivos para dar essa continuidade: baixos custos das ações a serem implantadas, resultados em qualidade no atendimento aos clientes e, muito importante, se conscientizaram sobre a importância de se trabalhar com segurança e saúde. O que é atestado pelas seguintes opiniões.

  •  “O treinamento e-learning abrange de uma forma simples para os empresários, algumas noções e diretrizes para uma gestão eficiente voltado para a parte prática.”
  • “Gostei muito do treinamento e-learning e o questionário me fez observar erros cometidos que dificilmente viria sem instrução. A devolutiva serviu para afirmar e instruir quais os pontos principais que deveriam ser modificados a curto, médio e longo prazo para um desenvolvimento crescente e eficaz da segurança do trabalho da empresa.”

 

Com o decorrer desse trabalho, foi possível confirmar, em função dos relatos, que o conhecimento é fundamental para obter melhorias na área de Saúde e Segurança do Trabalho e, consequentemente, a redução sistemática e contínua dos agravos à integridade física dos trabalhadores.

Como fator de surpresa, foi possível perceber que o conhecimento e, principalmente, o entendimento sobre o assunto leva o empresário a se motivar para as ações preventivas tanto pela conscientização de seu papel como ser humano como pelo aspecto financeiro de que “fazer segurança” não é necessariamente custo, mas reverte-se em lucro. Concluindo, na maioria das vezes, que sai mais barato “prevenir do que remediar”.

Verificou-se que os empresários, sobretudo os pequenos, têm muita força de vontade e capacidade, faltando a eles apenas a oportunidade. A opinião deles sobre a plataforma e-learning foi positiva e afirmaram que facilitou a compreensão do assunto em questão, mas somente o treinamento talvez não fosse o suficiente, pois o diagnóstico e posteriormente a devolutiva foram essenciais para tornar prático o sistema de evolução como um todo.

O conhecimento é importante, mas não pode ficar apenas na teoria, deve, obrigatoriamente, ter um fechamento prático, operacional, para consolidar esse conhecimento e sua colocação em prática, no dia a dia das empresas.

O e-learning, com certeza, é de grande valia na divulgação da segurança e saúde do trabalho, pois essa ferramenta mostrou-se muito útil, de fácil utilização e custo baixo, tendo, como observado pelos resultados apresentados, um grande poder de motivação.

Como mencionado no decorrer do artigo, a abordagem educativa mostrou-se a mais adequada, porque mostrou que não basta saber “como”, mas é muito importante saber “porque”.

A metodologia aplicada pode, e deve, ser utilizada em todos os aspectos necessários ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas.

 

Recomendações

A apresentação estruturada sobre gestão mostra aos empresários uma visão macro, para que eles possam perceber onde atuar e como atuar. Portanto, recomenda-se a multiplicação da ferramenta “Acessibilidade à Gestão de SST”.

Como consequência dessa multiplicação pode-se chegar a um novo patamar da cultura de Segurança e Saúde no Trabalho nas empresas.

 

Diagnóstico do Sistema de Gestão de SST

É uma ferramenta simplificada para um autodiagnostico preliminar sobre o sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho da empresa, seja de pequeno, médio ou de grande porte. Permite posicionar o sistema de gestão dentro de parâmetros evolutivos que dão uma visão aproximada do ponto em que a empresa se encontra dentro da “Escalada da Excelência” em segurança e saúde do trabalho, possibilitando a empresa atuar na melhoria contínua de seu sistema de gestão.

A “Escalada da Excelência” ajuda a identificar o estágio das empresas nos seguintes patamares, do mais evoluído para o menos evoluído: Classe mundial, Competitividade, Progresso, Sobrevivência, Segurança reativa, Pouca evidência de esforço ou Nenhuma evidência de esforço.

Os critérios utilizados no autodiagnostico são baseados no PDCA, ou circulo de Deming como é mais conhecido, identificando quais os pontos que necessitam de maiores cuidados para a evolução do sistema de gestão. De acordo com o esquema abaixo.

 

Política

P

  Planejamento

D

  Estrutura de Gestão

C

  Controle Operacional

  Medição/Controle

A

  Resultados

Este diagnóstico pode ser utilizado pelos empresários interessados, bem como, pelos profissionais de segurança das empresas.
Ler 1139965 vezes Última modificação em Qui, 17 Janeiro 2013 09:39
Celso Luis de Oliveira

Engenheiro elétrico e de segurança do trabalho

Website.: www.laborclin.med.br